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A espiritualidade como ferramenta para transcender

Foram exatos 21 meses -1 ano e 9 meses- até esse encontro comigo. A alma desde sempre tão introspectiva não entendia as curvas e voltas que a vida dava, normal para quem não se conhecia em sua totalidade. A espiritualidade me levou a níveis elevadíssimos do autoconhecimento, vivi a Merkabah em uma experiência do Daime, tomei ayahuasca, meditei por mais de 5 horas em uma experiência xamânica de frente pra uma fogueira enorme, conheci luz e sombra na melhor viagem que fiz na vida; para dentro de mim.  Somos seres duais, caminhamos entre luz e sombra e durante anos desejei ver somente a luz, mas é na sombra que descobrimos nossos detalhes mais ínfimos dessa aventura chamada vida. Quando passamos a amar nossa sombra é quando nos elevamos espiritualmente. Caminhei durante anos sem despertar, passei a maior parte da minha vida até aqui sem entender o porque estou aqui e para que, estranho seria se eu tivesse essa resposta pronta e continuo nessa busca. Há mais ou menos 1 ano e meio...

Você transmite ser o que é?

Não é a cor da pele, a opção sexual, o time de futebol ou a religião que determina se você é uma boa pessoa ou não. Não é a roupa que veste, o tipo de cabelo que decide ter, o jeito que anda ou escolhe o menu do jantar. "Ser" é essência, é uma roupa que se veste de si para com o mundo e você acredita que existe, é o óculos de sol que nos protege de valores negativos, é o menu do jantar que alimenta a alma de bons princípios, é a religião da verdade de quem tem fé na humanidade. Acostumamos-nos com a grama do vizinho que sempre parece mais verde, e antes que você se decepcione eu já te adianto que não é. Tolice acreditar que felicidade é sorriso estampado no rosto, fotos de comercial de margarina ou no espelho. Temos a vida que escolhemos ter, você sabia que são as suas crenças que te fazem estar nesse momento atual da sua vida? Reflita no que você pensa, transmite e atrai. Sua vida é uma consequência de crenças, e quando digo crenças não me refiro a religião, mas sim no ...

Metamorfose Ambulante

Nunca fui de balada, bares e muita gente, mas sempre preferi a noite. Essa a qual me refiro tem como teto o céu de estrelas, o som do mar bravo, a lua iluminando a sombra e as cigarras cantando. Sou da praia, da roupa leve, sem etiqueta, cabelo bagunçado e com cheiro de maresia, sem maquiagem ou qualquer “apetrecho”, caiçara mesmo. Mas gosto do dia também, do sol, da água de coco gelada e da pele cheirando protetor solar, queimada de sol.  Eu sou quase uma mulher beirando os  trinta, mas gosto de ser bicho grilo de alma livre e berço de palha. Apesar desse jeito meio largada e distraída, morro de medo de qualquer inseto que voa, mas depois fico rindo a toa quando lembro dos micos que pago por aí, faz parte desse enredo que eu mesma sambo. Gosto do amor tanto quanto a abelha do mel, o macaco da banana e o rato do queijo, sou menina do mar, de melanina carioca e sotaque paulista, sem rótulos. Cigana de outras vidas, sem rumo ou endereço, daquelas que se adapta em qual...

Festival Trance: O que é, a experiência e o ReveillOZ.

Há milhares de anos a música é um recurso utilizado para diversos benefícios que vão desde a concentração até o mais alto nível da criatividade, música é troca energética pura, conheça nesse texto as entrelinhas do que é um festival trance e um pouco do que foi vivenciar 6 dias no ReveillOz , o festival trance de virada de ano organizado pelo Festival Mundo de Oz . Diferente de qualquer evento grandioso com fins superficiais e comerciais, os festivais trance cultivam uma tradição mais cultural, a magia desse universo é muito valiosa e toda a conexão que se absorve desse ambiente é indescritível, é um conjunto de "arte, cultura, ecologia e música" - já bem descrito pela organização do ReveillOZ -, é o pico do Everest da elevação espiritual e energética que uma pessoa pode vivenciar através de um conjunto mágico de fatores: música + lugar + pessoas + natureza + paz, o resultado dessa soma você vai descobrir logo abaixo. Festival Reveilloz 2018/2019 Festival Tran...

O que eu aprendi (e senti) tomando Ayahuasca?

A experiência mais transformadora e marcante da minha vida, um evento que separa o meu antes e depois, o despertar para o meu EU interior, a fórmula secreta do autoconhecimento e SER na essência. Para quem nunca ouviu falar, a ayahuasca está presente há milênios na cultura de alguns povos indígenas nativos da região amazônica. É uma bebida de tonalidade marrom-terra, produzida a partir da combinação de um tipo de cipó com um tipo de arbusto que, ao ser tomada, produz um efeito psicoativo. Minha primeira vez com o chá foi em um espaço chamado Centro Espiritual Céu Sagrado  na cidade de Sorocaba-SP, o Céu Sagrado é uma igreja pertencente à religião Santo Daime, conhecida por seus hinários e pelo momento de entrega durante a ingestão do chá. Ainda que exista muito preconceito sobre a bebida e os efeitos que elas causam em cada corpo durante a experiência eu alerto: o que o outro vive ou viveu com a experiência do chá não necessariamente será o que você vai viver. O ch...

Transgênero: Uma entrevista de alma com Theo Cavalcanti

O universo  trangênero  é um tema que já foi exposto e explicado pela mídia através de notícias, filmes, novelas e reportagens, mas apenas vamos entender alguém que vive ou viveu essa transição quando realmente nos interessarmos em ouvir a alma dessas pessoas. Neste momento, o Mundo Alma Livre convidou o homem trans Theo Cavalcanti para uma conversa de alma, hoje iremos além das etapas de um processo de entendimento, aceitação e transição, vamos mergulhar na alma do Theo para conhecer na essência e pluralidade o que é ser um homem transgênero. Theo Fish e Theo Cavalcanti Em um mundo em que ainda somos classificados por rótulos e derivados, Theo fala sobre seu processo de autoconhecimento, nos apresenta seus amigos e compartilha o movimento T que se uniu para uma "vaquinha online" de  mastectomia , ele e seus amigos se uniram para compartilhar e confraternizar o que nós do Mundo Alma Livre chamamos de "SER", aqui nós prezamos pela igualdade e liberdade...

O que aprendemos com a morte?

A morte é o início de um novo ciclo; para quem vai ou para quem fica. (Dedico esse texto à todos que em vida foram especiais e importantes na minha evolução, em especial à minha prima Marcella Carvalho). Ao longo da jornada da vida estamos sujeitos a lidar com perdas inesperadas, ainda não descobri nenhuma fórmula mágica que cure o vazio que nada preenche, saudade define o abismo que se forma diante dos pés e que lentamente se ameniza com o passar dos dias. Sempre lembro de uma frase que a minha avó dizia quando eu ia brincar na rua, sabiamente ela me alertava sobre dedicar atenção sempre que fosse atravessar a rua, dizia: "Perca 1 minuto na vida mas não perca a vida em 1 minuto", apesar de na época eu achar engraçado ela falar isso, hoje agradeço os ensinamentos e compartilho. Morrer é clichê e certo, ninguém escapa, alguns jovens e outros nem tanto, a vida é breve em seu curto espaço de tempo que pode ser vivido em instantes ou a perder de vista. A morte ...